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Por André Brasil   
O psicólogo inglês, Tony Buzan, desenvolveu, por volta de 1970, uma técnica de memorização bastante eficaz. Ela foi chamada de "Mapeamento Mental". Este processo de aprendizado faz uso das funções do lado direito do cérebro, que é mais sensível a fantasias e imagens.

Estudar com os dois lados do cérebro é uma habilidade relativamente fácil de se desenvolver, mas ao mesmo tempo pouco explorada. Normalmente confiamos a tarefa de aprendizado somente ao lado esquerdo. Ele é o responsável pela arrumação das suas gavetas, por todas as contas que você faz ao atualizar seu extrato bancário, pelo aprendizado de informática e tudo o que é lógico em nossas vidas.

O lado direito de nosso cérebro é mais criativo e só aceita estímulos através do uso de emoções, cores, imagens absurdas e exóticas, e que estejam preferencialmente em movimento. Você pode não ter percebido, mas temos explorado, e muito, este novo potencial nas últimas semanas nesta coluna.

Os Mapas Mentais surgiram justamente com a intenção de utilizar recursos de nosso cérebro que não estamos acostumados a usar. Normalmente estamos acostumados a fazer anotações de forma linear, organizada, item por item, mas assim você só usa metade do seu potencial.

Buzan propôs uma nova maneira de se tomar notas. Segundo ele, devemos desenhar todas as novas informações que desejamos aprender em forma de árvore, com muitos galhos e, de preferência, muita cor. O ideal é que estes galhos se entrelacem, criando uma rede de comunicações entre várias informações diferentes.

Esta técnica é considerada hoje uma das mais eficazes e poderosas entre as existentes para potencialização da mente, pois elimina aquelas anotações bonitinhas que, apesar de lineares e organizadas, não funcionam nada bem. Anotações coloridas, cheias de desenhos e ligadas por setas e curvas; isto sim é um prato cheio para a memória, que descarta sem piedade tudo que é muito bem comportado e inexpressivo.

Para criar uma árvore adequada para seu mapeamento mental, separe algum tempo para estudar ou pensar sobre a informação que deseja recordar. Feito isso, escolha uma palavra chave e a escreva em letras maiúsculas no centro de um pedaço de papel, fazendo um círculo em volta.

A partir daí, puxe ramificações para palavras ligadas ao tema. Procure criar uma noção de hierarquia diminuindo a letra destes novos tópicos, ou utilizando somente a primeira maiúscula. Acredite, nosso cérebro entende este tipo de sutileza melhor do que você imagina. Siga construindo novos níveis progressivamente, utilizando sempre a ordem decrescente no destaque de cada nível de itens.

Quando tiver que ler um livro, faça isso ao mesmo tempo em que cria mapas para as informações que está aprendendo. Imagine-se voando sobre as páginas, participando dos eventos narrados e tentando imaginar as relações entre seu mapa e as informações que você lê. Depois, basta rever os mapas de tempos em tempos e pronto; você nunca mais se esquecerá do que aprendeu.

Só tenha cuidado ao estudar os mapas que criou. Nunca tente olhar tudo de uma vez, pois, dependendo da quantidade de informações, isso pode ser literalmente assustador. Procure olhar a partir do título e daí para cada tópico; um de cada vez. Desta forma você verá que é realmente muito fácil aprender quando lidamos com a mensagem essencial expressa na simplicidade de um Mapa Mental.

Agora, se você não sabe por onde começar, veja abaixo algumas sugestões para uso destes mapas e mãos à obra:

- Planejamento pessoal - Na ilustração deste artigo, mostramos um exemplo de uma lista de coisas a fazer. Planeje seus dias e controle seus afazeres usando mapas diversos. Você pode inclusive criar mapas diferentes para as mesmas informações, separando-as por tipo, prioridade ou data.

- Solução de problemas - Você pode criar mapas abordando diferente aspectos de um problema. É possível relacionar os seus objetivos, critérios de decisão, custos e benefícios, soluções possíveis e muito mais. Lembre-se que uma das maiores qualidades dos mapas é a criação de uma visão abrangente de um assunto complexo, e nada precisa ser mais simplificado do que nossos problemas.

E não pare por aí. Você pode utilizar esta técnica para estudar para concursos, atualidades, anatomia, memorizar palestras, web sites, planos de aulas, e tudo mais que sua imaginação mandar.

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