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Por André Brasil   
Não é novidade que o aprendizado tem um efeito positivo no desenvolvimento do cérebro. Já sabemos que quanto mais utilizamos nossas mentes, mais poderosas elas ficam, mas aprender a falar um segundo idioma, em especial, fará uma grande diferença no seu potencial de absorver informações.     De fato, um estudo realizado em Londres, publicado na revista científica Nature, indica que a matéria cinzenta do cérebro é maior naquelas pessoas que falam dois ou mais idiomas. Muitas vezes, isso representa uma mente mais saudável, ágil e ativa, até porque esse efeito positivo não atinge somente o desenvolvimento daquelas habilidades de comunicação, mas também as relacionadas com os processos  cognitivos e não-verbais.
 
Agora, se só o desenvolvimento do seu cérebro não for motivação suficiente, saiba que sua saúde mental também irá se beneficiar daquelas aulinhas de inglês.

Digo isso porque uma pesquisa realizada na Universidade York, em Toronto, demonstrou que quem é bilíngue tem uma grande redução na probabilidade de desenvolver doenças que provocam deficiências cognitivas, como Alzheimer.

O estudo em questão foi realizado em várias fases, uma delas com 184 pacientes que se queixavam de esquecimento, dificuldades de concentração e vários outros problemas cognitivos. Dentro desse grupo, 91 pessoas só dominavam seu idioma natal e as demais eram bilíngües.

Analisando os dois grupos, os pesquisadores descobriram que as evidências de Alzheimer ou de doenças relacionadas apareceram nos pacientes bilíngües aos 75,5 anos, em média, quando chegaram 4,1 anos mais cedo naqueles que só falavam um idioma. Esses dados são extremamente relevantes, uma vez que os especialistas afirmam que, quando há predisposição genética para desenvolver problemas de ordem cognitiva, não existe qualquer tipo de intervenção farmacológica que possa retardar tanto o aparecimento dos sintomas.

Aprender um idioma é uma das atividades mais complexas para nossos cérebros, envolvendo múltiplas habilidades e sentidos, sem falar que exige um grande uso dos nossos centros da memória. Por isso, saiba que na busca pela fluência em outra língua você ativa e estimula seus neurônios, fazendo com que eles fiquem muito mais ativos e fortes.

 

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